domingo, 19 de dezembro de 2010

Perguntas.

Se nao se perguntar nao se fica a saber. As pessoas podem responder às duvidas e as coisas tornarem-se muito mais simples.
Quem disse que temos de fazer as coisas completamente isolados do mundo?
Quem disse que uma pergunta não faz milagres?

Sofia Morna

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

You aspire to great things? Begin with little ones.
St. Augustine

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quando os incompetentes nao sabem que sao incompetentes. Um estudo de Psicologia Social.

http://opinionator.blogs.nytimes.com/2010/06/20/the-anosognosics-dilemma-1/

Sofia Morna

Criatividade, por um dos membros dos Monthy Phyton



Criar um oasis de criatividade, separado do resto do dia.
Ideia brilhante.

Sofia Morna

domingo, 28 de novembro de 2010

Restauradores

Não se restauram ideias antigas que não levaram a qualquer fruto.
Essas, já tiveram mais que tempo de vida.
E por mais que se envernizem, trarão consigo sempre o mofo do passado e não a frescura do futuro... sempre pronto para nos entrar pela janela.

Hajam lufadas...
Hajam novas ideias. Hajam ideias renovadas.
Hajam frutos aromatizados com o cheiro de novidade, de mudança, de crescimento.
Hajam...novos tempos e novas vontades,

para que o novo faça parte desta parte de mim, já tão antiga...

Sofia Morna

sábado, 27 de novembro de 2010

Fluindo

Com duvidas ou não, chegamos lá. E o Destino pelas mãos de Deus, da Vida, das Musas, Dos Anjos, Dos Astros....cumpre-se.
Fado, temos de o aprender a ter nas mãos.
E tocá-lo com perícia como uma guitarra...
Só assim os deuses ajudam.

Que Deus nos guie na melodia.

Sofia Morna

Limpezas

É bom fazer as coisas assim que nos lembramos delas, assim que elas pedem para ser feitas. Coisas mais importantes virão e não quererão ter pequenas tarefas por cumprir como obstáculos.
Limpar o calendário e o coração, são as melhores tarefas de limpeza possiveis.
Ainda que sejam custosas, que se façam com água pura e não com um simples espanador.
Começo hoje?

Sofia Morna

Pencil and paper.

We are only sketches of what we are going to become.
So, having said that...what are you drawing?

Sofia Morna

Inspiration

The best way to call the nine Muses of the Olympus, is to...just start the task.
Every work of art starts with study, and with a sketch.

Sofia Morna

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A água em que nadamos




Quando o ego é grande, nao há espaço para mais ninguém.
Não passamos de um pequeno peixe a pensar-se grande nadador numa chícara de chá.

...no entanto, o aquario é grande.

Sofia Morna

Sensibilidade e Coraçao no lugar.



Há sensibilidades que quando se ganham, nunca se perdem.

Sofia Morna

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Poetry

My poetry was born between the hill and the river, it took its voice from the rain, and like the timber, it steeped itself in the forests.

PABLO NERUDA, Memoirs

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sunset

Under-appreciation of life?
Avoid it
...simply by observing.

Sofia Morna

Reality

Reality is not that stubborn. Illusions are the ones that need to constantly appear in front of our eyes in order to be believed in...

...and they appear, and appear again and again appear...
because by repetition they do their job.

While reality just lies there...waiting to be discovered.

Sofia Morna

...



Love, how many roads to reach a kiss.

 Pablo Neruda 

domingo, 21 de novembro de 2010

Caminho mágico para alem da dor

Luto, dentro de mim, para encontrar o meu caminho.Talvez um dia - penso -  consiga ajudar alguém a encontrar o seu...
Como os meus mestres me ajudam a mim, com ajuda, com exemplo.

Aí... tudo valerá a pena: a aprendizagem reciclou-se, passou para alguém.

Por enquanto, sirvo-me de guias para nao sucumbir ao que a minha inercia quer que eu faça.
E vou em frente, acreditando
....que há vida bem mais recompensadora para além da inércia.
...que há magia para além do que a falta de motivaçao nos quer fazer acreditar.

Depois, o bater de coraçao regulariza...e a inspiração volta a entrar-me pelos pulmões dentro.
A pulmões cheios.

Nem tudo o que é bom, se consegue num piscar de olhos.Há que mostrar à magia que a queremos mesmo na nossa vida.


Sofia Morna

sábado, 20 de novembro de 2010

Descansar

Mudar de tarefa, a melhor maneira de descansar. Nem o sono, é descanso tao genuino como mudar de paisagem na nossa tela pessoal.
Viajar para outros sítios, outros caminhos mentais.
E a brisa passa, quando novas ideias vêm.

Os pássaros adejam no peito, quando nos libertamos do que nos prendia.
Cansaço? Foi mesmo isso?
Inspiração, é por isto que nos renovamos.

Sofia Morna

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Proteccao

Nem sempre os medos se tornam reais.
Embora ameacem, nem sempre ganham vida lá fora.

Se eles fingem que um dia vão sair da mente e fazer parte daquilo que vamos viver? Sim. Mas so fingem...

Alimentam-se daquilo que nos fazem acreditar e, de dentro de nós,...guiam-nos para evitarmos coisas que nao estao lá. Nem estarão.

Vao estando ao volante, pondo as mudancas...e nós seguimos caminho, muitas das vezes, sem bússolas na mão.

Mas, os medos...
...Embora rosnem como lobos ferozes a defender a sua imagem de coisa aterradora, nem sempre mordem..
...e, se mordem, a mordidura nem sempre sangra.
Nem sempre ganham dentes, nem sempre se colocam bem a frente dos nossos olhos.

Fogem, como medos que sao. Mas ameacam sempre aparecer.

Sim, porque os medos... sao caprichosos.
Tanto nos protegem como nos expõem...

Temos so de entender quais deles vêm ter connosco com boas intenções ou apenas para nos guiar como um  barco.

Sofia Morna

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Flowers blossom

Fear makes flowers blossom, sometimes. If it seems like a cold wind within, the petals are just beginning to open.

Every movement mobilizes air, and some winds do not mean storm...
...just change.

Isn't change what we were looking for when we were looking at the sky?

Sofia Morna

En mi alma.

Mira tu interior. La alma quiere que la oigas...para que um dia pueda mostrarse al mundo.
 Sin mascarillas.
Sofia Morna

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Batalha e Guerra

Os desafios sao sementes de vitória, mas não há boa vitória sem um bom guerreiro.
Perder-se a batalha tendo-se lutado adequadamente é o ganho de uma guerra muito, muito maior.

Sofia Morna

Vitórias e fracassos

Saboreemos as pequenas vitórias dos fracassos.
Nem tudo é negro, nem tudo é branco.
Tranquilizemo-nos, porque nem tudo no fracasso cai em derrocada. Há pilares que ficam de pé.

E sao esses pequenos pilares, estas pequenas vitórias, que nos levam a saborear o que realmente estava destinado para nós no fracasso. Nem tudo o que tem valor brilha à luz do dia.

Sofia Morna

domingo, 15 de agosto de 2010

Um nicho, em Viseu.


Em frente à Casa da Boneca, uma Nossa Senhora espreita por uma janela de fingir.
Porque, aposentos? Não há.
Lá para dentro da janela, o espaço não se adentra numa casa com história e compartimentos.
Apenas uma janelinha incrustada, para que Nossa Senhora veja o mundo, de um pequeno recanto.

Veja as bonecas, também elas, a olhar o mundo.

Viseu, o que escondes mais, enquanto me mostras discretamente?

Sofia Morna 

Casas Portuguesas, concerteza!


Os azulejos e as sacadas com filigrana de ferro deixam-me com um sentimento de ser portuguesa.
Ali, vivem pessoas que se acusam silenciosamente, de casa vez que penduram roupa lavada à janela, de cada vez que uma planta desaparece ou é movida misteriosamente dentro das grades.
Vê-las? Não vemos. Mas sabemos que algures dentro do vidro vivem pessoas.
Especiais, esquisitas e bem portuguesas como nós.
.
Heróis do mar, nem sempre.
Mas, sim, senhores das ruas.

Sofia Morna 

sábado, 14 de agosto de 2010

Penelope


The suitors for the hand of Penelope stand there, but she weaves, and weaves, and cares not about gentle and sweet words.
She hopes her work will give her time.
And time she was given.
.
To grow.
to believe.
To have that invisible faith that believes in the invisible.
-
Sofia Morna

quinta-feira, 29 de julho de 2010

(De) Volta à França



Hoje acordei com o cheiro de Paris, e com a França no horizonte, como se pudesse ver a Eiffel daqui da minha rua.

E ouço acordeões como se estivesse no Metro, recheiro as castanhas assadas, e vejo a Joana D'Arc banhada a ouro a iluminar uma rua,  a acenar-me dali. Como se se lembrasse que me viu com uma t-shirt J'aime Paris a olhar para ela com vontade de a ver.

Há noites em que realmente Morfeu nos leva a passear. Estive em França, de certeza, sem ter dado por ela.
Voei, e aterrei numa nuvem, hoje de manhã.
...A julgar pela leveza, devo ter aterrado.

Agora, ouço os sons que vêm de lá, dentro de mim.
Um Mimo que Morfeu me deixou, para me relembrar do presente que me deu.

Quando lá voltar, um dia, vou poder deixar de ouvir a música para me recordar.Por enquanto, contento-me e relembro com acordeões dedilhados.
Quando França me acolher outra vez, vou ouvir as músicas tocadas quase em improviso, para trazer mais memórias de uma vez. Sem medo de pesos.
Porque memórias destas?, não pesam na bagagem.
Poem asas nos pés.

Sofia Morna

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais do que este dia


Nada vale mais que este dia.

(Goethe)

E, concordando com Goethe...

"E assim não andeis inquietados pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará o seu cuidado; ao dia basta a sua própria aflição."

(Mateus, 19-21, 25-34)

O que verdadeiramente existe é este instante que me escorre pelas mãos, desliza pelo relógio de pulso a olhar sempre em frente, sem deixar que o veja.
Passa por mim como vento, enquanto tento mergulhar nele com todos os sentidos,
com toda a gratidão.

Que os segundos se alarguem, para caber o mundo.

Sofia Morna

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dance me to the end



Ouçam.
Apesar do fim, e do dançar "até ao fim do amor", que acaba por não existir, a voz é linda, os sons ricos e a voz muito, muito, muito interessante.
Que isto vos faça dançar até ao início do amor, pelo Jazz.

Amar, é sempre no presente. Nunca no imperativo.
Talvez no futuro, mas nunca no passado, li eu.

Talvez.
Talvez mesmo, quase a raiar a certeza.

Sofia Morna

Peace



Projecto pela Paz no Mundo: música a operar magias.
Os sons não têm chão.
Misturam-se culturas e mostra-se a beleza das alianças.

Não é à toa que são feitas de ouro, de quilate verdadeiro.

Sofia Morna

Canon


Há alturas em que queremos varrer estas coisas: que é possível inspirar-se entre estilhaços e vidros partidos, deste mundo que anda rachado.
E ficamos estranhos a olhar coisas destas, como quem rejeita a mão que lhe quer tapar os olhos...
O mundo anda partido, dizemos.
Mas as imagens projectam: há muito que se mantém unido.
E sentamo-nos, em semi-maravilha, porque não nos permitimos maravilhar-nos por todo.

As máquinas, serão o nosso regresso à Natureza, li um dia.

Não serão?
Apreciar, com lentes sobre as lentes dos nossos olhos.
E ver os animais como um mundo admiravelmente novo. Segundo Darwin, um mundo que já fomos.
Uma infância perdida do Homo Sapiens, que não nos lembramos. E que nem sequer já sabemos ler.

Só quem aprecia a vida, no que tem de selvagem, de impoluto, de imprevisível e de tímida, pode ter uma voz doce e sussurrar como que respeita.

Fiquem e peguem na máquina. Para olhar melhor.
E vejam o vídeo.
A verdadeira vida, não se mostra, mas deixa-se ver.

Sofia Morna

Olá.

Que não passe um dia sem que nós sintamos aquele vento por dentro, uma brisa revificadora, que nos diz que há mais espaços a conquistar, Além.
E a brisa volta a dizer.
Que o mundo se alarga e se encolhe, consoante o nosso coração se abre ou fecha.
Que há mares nunca antes navegados, e que somos mais, muito mais do que isto - que vemos enquanto olhamos para outros sítios.

E depois da brisa passar/
Que se encontrem amigos que nos afaguem, nesse final do dia.
Sorrisos que nos abracem, amigos cujos abraços nos sorriam, mesmo que abracem só em palavras.
Dentro de nós, temos o mundo. Dentro do mundo, estamos nós. E entre dentros e foras, a vida acontece.

Assim o coração inspire, e expire, se abra e se feche.
Assim o coração se feche, e depois se abra ao mundo, dizendo-lhe -fresco e puro- um olá.

Ele-o mundo- vai sentir que algo bem dentro dele lhe afagou a alma, e lhe apertou o peito num abraço.
...
..."Olá."?
Bingo.

Sofia Morna

domingo, 18 de julho de 2010

Lisboa, terra de mim



Sei que vou chorar um dia a ouvir isto. Porque Lisboa me corre no sangue, ainda que o "castiço" não saia cá para fora, o meu fado é saltitante, é sentido, é vociferado aqui e ali, com guitarras a acompanhar e um Ha, fadista! quando supero as coisas que a vida me põe à frente, para eu ser mais quem eu quero, com espírito do mundo e lusitano. Linda voz, linda forma de cantar, lindas ruelas onde muito já aconteceu e acontecerá, calcetada pelos passos dos muitos que as palmilharam, alheios que a cidade registou a passagem. Quero viver mais dias nesta cidade virada para o mundo, com o meu avô a mostrar-me cada recanto e a contar-me as histórias que o recanto lhe contou a ele.
Cidade virada para o mar, de onde muitos partiram, regressando apenas no nome que ficou na história. Acordei com fado todos os dias, na casa dos meus avós. Sei o que é um "coãlho", "vermãlho", e sei o que são sardinhas assadas. Ficou-me no sangue, e sei que um dia vou chorar ao lembrar-me de tudo.
Sou de terra de marinheiros e pescadores que fizeram e fazem a sua vida em torno do reino de Poseídon, à procura de sereias, quando elas estão em terra...dentro deles. E sou marinheira, que gostou de marinheiros, e que ainda agora se prepara para se adentrar no mar.

Sofia Morna

E vai à nossa, à nossa Beira. Lindo.



"Suor do rosto para pisar e ver o mosto, nos lagares do bom caminho, nos lagares do bom caminho."

Carlos Paião

Pertencemos aqui, também. A esta terra abençoada, pisada por Ulisses, à beira mar. Com vinhos, cultivos, guitarras chorantes, ideias chorosas, fados, sonhos, maresias. Pecados e crenças que se sustentam uns aos outros, erros, fatalidades, revoluções regeneradas.

Carlos Paião, Zeca Afonso, António Nobre, Revoluções em casa: humanas.

Queixar-me? De pertencer a um sítio que me inspira até ao tutano e que sei que muda a duras penas, mas cuja vida tem valor, em cada respiro?
Não. Não rejeito o (por vezes, estranho) recheio e o substrato do lusitano.
Mas muito, ainda, mudará.
O que fica, é o que fazemos com tudo isto. Carlos Paião, fizeste.
Vamos fazendo.

Sofia Morna

Palavras: manusear com cuidado.

As palavras mudam um mundo. Ninguém me desconvence disso.
Até estas, ganharam espaço.
Aqui, e aí.
Onde são lidas e reescritas.

Sofia Morna

Y: as ondas da vida

O cifrão sustenta a vida. Sustenta, sim, em alguns sítios: aqueles que saíram da Natureza.
Porque, noutros lugares,quem nos tira as mãos tira-nos os sustentos.

O homem, cria. E aprendeu a aprender a terra e a cultivar.
A senti-la. A saber, como o meu avô, com um pau em Y entre as mãos - empunhado como uma antena que busca ondas diferentes- onde estão lençois de água ou não.
A saber quando florescem as amendoeiras, sem saber como florescem e como a semente dá planta, flor, e fruto. Mas com um conhecimento fundo de como fazer a terra florescer. De como chamar a chuva: fazer magia com o cultivo.

Sentimos o cheiro da terra e sabemos que pertencemos lá.
A terra cheira, e cheiramo-la com a alma.
E há coisas que ela nos diz, só quando a trabalhamos e ela se deixa trabalhar por nós. Naquela intimidade de quem semeia e de quem se deixa semear, confiando.

Qual dinheiro? Qual papel que governa o mundo?
Qual ouro que vira ornamentos em aneis e pescoços, que sai de minas às duras penas das costas e pulmões arfantes de muitos?
Que terra é esta que vê sair de si as suas riquezas arrancadas das suas intimidades? É nossa?
Não, somos dela.

Ouro, pedras preciosas, petróleo.
Talvez eles façam algum sentido no sítio onde jazem. E talvez faça sentido usá-los com o respeito de coisas milenares.

Dinheiro: ter é poder.
Mas, nós, nós só temos as nossas mãos.

Sofia Morna

sábado, 10 de julho de 2010

Olhemos

Haja alma que sonhe acima do tamanho do corpo, que salte acima da propulsão das pernas, e olhe para além do que a menina do olho capta.

Mas, até lá, que capte...


Há quem cresça, desatento do crescer.
Mas há quem seja feliz, apreciando-o.

Como será sentir de novo a conquista de andar pela primeira vez?
E voar com isso, ainda que mal andemos?

A menina do olho não passa nunca de menina, porque cresce para sempre.
Olhemos, e que a menina voe.
Vejamos, para que a menina dance.

Sofia Morna

Esperando

A cada dia, uma esperança vira memória.
Entre esperança e memória, o que existe?
O que existiu?

Pois, que exista. A pulmões cheios

Sofia Morna

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Africa, até onde as nossas raízes se estendem?



Terras onde nunca pus pos pés, mas que me reanimam como se as minhas raízes estivessem lá.
Acordo com os cheiros que nunca senti na memória e sei que, algures, Africa já me disse muito. 
Hoje, só sinto (não lembro, no verdadeiro sentido de lembrar) os vestígios dessas conversas, sinto que souberam a pouco.
Hoje, há só saudades de um passado sonhado com África.
Amanhã, um regresso.
Que somos nós, viajantes, sem planos?
Que o mapa mundi se torne nosso. Pelo menos em esperança.

Sofia Morna

De que raça é você

"De que raça é você?"
"A minha raça sou eu mesmo"

Mia Couto, em "Cada homem é uma raça"

Tempo brando

Quando leio, abraço cada segundo que passa por mim.
Quando escrevo, páro o tempo.

Como? Se não se páram os rios?
No fundo do mar, o tempo não chega.


Sofia Morna

domingo, 20 de junho de 2010

Projection

Strangers, serve as a mirror.
See them, and you're depicting yourself (somewhere) in that vision.

Sofia Morna

Synchronicity

What is happening in this precise moment on the bottom of the Pacific?

Sofia Morna

In the desert

Illusions are, sometimes, oasis. Other times they are sand storms.
Yet, we won't drink from the oasis lake, nor will be swept away by the storms...

"They are not real", another traveller would say.
"Just...surreal."
"Even this desert you think you are in, is not real"
"But they all - oasis desert and storm - reflect what you need and fear."

"Go ahead, imagine and see yourself. But don't take too long, nor contemplate for years"

"The desert is a nice way to reach your heart, but you won't survive if you stay all your life in it. Every human needs the taste of water, the green colour of the purifying trees, the sound of birds...and the moving force of the wind."

Well, it is said, now.
Where are you heading?

Sofia Morna

Benefício da dúvida

Imaginamos as pessoas a partir do que conhecemos.
E damos-lhes características, traços, formas própriasde reagir a várias situações. 
Fazemos prognósticos do que elas dirão e regozijamo-nos com a nossa capacidade de as conhecer (conhecer?) quando elas cumprem as nossas previsões...
...afinal, sabemos como funcionam...
Mas, meus amigos, não imaginamos o que as pessoas não mostram: tudo o que têm dentro e podem trazer para fora. Tudo o que têm de bom -quase divino- e que o tempo de convivência com elas não deixa que se torne visível aos nossos olhos.
Não imaginamos o que as pessoas não contam.

E não contam...tanto!

Sofia Morna

Uma frase

O destino cumpre-se pelas nossas mãos.

Sofia Morna

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Change

Situations subtly insist on reminding us that "somethings never change".
Well, they do.
They certainly do.

Sofia Morna

Dinner time

My microwave pings, and there we go: dinner is ready.
Not prepared with love, but with another type of warmth...microwave warmth.
Well, I will prepare it with due respect, when I have the time, or energy.

And I will eat it, for sure, and feel that cooking - is really an art.

The art of transforming and sharing.

Sofia Morna

Dream away

Let's sleep away and bury our face in our pillow...

...and dream with dungeons, dragons,
or nests and dragonflies.
Or even long gone ideas that bring comfort.

Whatever we do with our eyes closed: sleep is an essencial good...a special tender moment with ourselves, when the moment is good.
Gosh, I wish I could.

Sofia Morna

sábado, 12 de junho de 2010

Conflitos

O conflito traz muito ao de cima.
Aquilo que foi adormecido... e que -por isso- não vem à tona em qualquer altura.

A comunicação eficaz passa por falar-se com sinceridade no momento.

Por não não trazer passados, e coisas mal resolvidas -porque silenciadas- à baila.

Se se silenciar, que seja para se esquecer.
Se não se esquecer, que seja para falar.

Sofia Morna

Mandamentos

Maior mandamento de todos: não comentes.
A vida regista e o silêncio é de ouro.

Sofia Morna

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Promete(u)

Um fósforo é uma boa maneira de transportar o fogo.

Terá sido isso -e duas pedras- que Prometeu nos deu?

Não há fogo sem trabalho...
Não há chama sem chispa...

(Caramba, isto parece um oráculo.)

Sofia Morna

Naturaleza

"La Naturaleza obra muy lientamente" (Annie Besant),

Sábia. A lentidão...

Sofia Morna

Having guts

Too much to do, so little to fear.

Yet, we fear so much and do so little.

Little souls don't dream much...and sometimes ours gets tiny.
What makes your soul grow?

Sofia Morna

sábado, 29 de maio de 2010

Opinari

Well, that is called an opinion. Not a way of knowledge, but an expression of your own...

Sofia Morna

Writing

Are you writing to yourself or to be read?
Are we alone, when writing?
Sure not.

Sofia Morna

Apple-problem

Taking the best out of a situation should be your intuitive move, I guess. Would you eat the rotten part of an the apple, if it was given to you?

Sofia Morna

Learning to change

It's freeing to say: "That's not an issue anymore." and to really feel it.
We change. We actually change.
We learn. We actually learn.

Be daring and change your neuronal...common pathways. Open new countryside roads, and between two roads, follow -like Frost- the less travelled by.
Your mind is a dynamic, wonderful gift.

Sofia Morna

Essentials

Forget not
The essential thing is what is being asked of you, right now.
Life is asking you some direct questions, don't be unpolite. Try to answer them correctly one by one, with a challenge smile on your face.

The rest is...well..the rest.
Living the rest, and forgeting the essential, won't make you richer...only a fugitive.

Sofia Morna

Fountain pen

My fountain pen, is my magic wand. And in a blink of an eye, there's me and my drawings in the tiny little notebook pages.
Wow, I'm writing messages to the future.
What will I remember, when I re-read the words?

Will I feel the exact same thing?
How can I know if I won't remember?
Oh, I will...some things never change.

Sofia Morna

Finger-tip.

Please, don't loose your fingertip, you promised loyalty to yourself.
Be your own Musketeer. Forget Faustus.

Sofia Morna

sábado, 15 de maio de 2010

Discipl(in)e

The martial arts disciple knows it takes iteration to be a good disciple...persistence, faith, resistence but not rigidity.
Discipline is the art of the disciple, improvised poetry in every"fight", is what arises from it.

Sofia Morna

Pax

Self-consuming thoughts that ask to be fed?
No more.War is an art of peace.

Sofia Morna

Impro-viso

Importa prepararmo-nos bem, enquanto pessoas. E todo o improviso é possível.

Sofia Morna

Produto Interno Não-Bruto

A independência de espíríto tem custos. Mas todos os grandes homens têm capital interno para os pagar, sem receios e sem recorrer as prestações.
Os juros, infelizmente, irão para os outros, os pequenos.
Aqueles que pensam que uma pequena nota é a única coisa a garantir-lhes o alimento.

E que sustento é alimento.
Sofia Morna

Wirting

What happens before writing may be compared to knocking on Heaven's door.
Writing, to entering Heaven.
And seing the text before you, to feel the bliss of a Life well lived.

Because backstage are also stages as well.
And the life that happens there is immense, though we can only sense a portion while looking at the paper.

What was happening to Shakespeare and Pablo Neruda, while they were writing? Whose doors did they  knock? What were they living before writing, and while writing?
We never know. But we sure know what kept them writing.

Love for it.

Sofia Morna

Guardian Angel Whispers

Life, is so much bigger than what you thought of before, than what you think, than your projections of it.
There's more than you outside.
Go and reach it!
Go and love it!
Go and create with it.

Sofia Morna

Palavras, estragam.



Pedro e Inês,
Companhia Nacional De Bailado.

Sofia Morna

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Salus", health

"Salut!", is the french way to salute.
And all salutations - in latin - mean to wish good health.

Pax, fortuna et Salus.
Rome used to wish for them. Don't we all?

Sofia Morna

Aleatório

"Deus não joga aos dados", dizia Einstein. Nem dorme.
Ainda assim, estamos sempre com medo que o sopro de "má sorte" que sentimos a afagar-nos as costas - e a dar-nos calafrios - seja o sopro de um Deus adormecido, com a consciência voltada para o lado de Lá.
.
A Sonhar, Dormente, enquanto as criaturas vivem sem esteio.
.
Mas só dorme quem se cansa na vida...
Deus, para quem acredite e não acredite no conceito, é a Vida.
E dormirá a vida?
Dormirá Deus, assim?

Está a dormir agora?
Sofia Morna

Calendar

My favourite month?
Maybe May.

Sofia Morna

Einstein

Einstein dizia que um problema impossível de resolver é um problema mal formulado.
Talvez seja mesmo.

Sofia Morna

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Outlining...stuff

Let me outline my life, while in it.
Let me feel my path, because...

"Columbus was happier not when he discovered America, but when he was on his way to discover it."

 (Dostoyevsky).

Sofia Morna

Laughing at fairies?

The first time a child laughed, fairies were born. Every time a child says "I don't believe in fairies"...it becomes an adult.
Jack London, you were right.

Do you believe in fairies?
How about laughter?

Sofia Morna

Good Morning

My opening line is good morning. The closing line is: see you whenever life wishes it to happen.

Sofia Morna

Frosted Road Less Travelled

The road less travelled has its obstacles, but it is usually flower-sided.
Want a tulip?

Sofia Morna

By chance

Change and Chance are intertwined.
Maybe that's why they only differ in one letter.

Sofia Morna

domingo, 9 de maio de 2010

Conciência do inconsciente

Se eu me identificasse apenas com a consciência, seria apenas 16 horas das 24 do dia.

Sofia Morna

Nota mental

Saberes distinguir uma coisa das outras, não significa que a conheças.

Sofia Morna

Lá longe, nós mesmos.

Na distância, nada se conhece. Só se visualizam as formas e as próprias limitações da vista.
Aí montanhas viram Deuses, e ondas viram Adamastores.
Moinhos, dragões.

Nao se consegue "ver" a vários metros, pés, nós de distância; nem "observar".
A mente, tal como a vista humana...é míope.
E precisa da proximidade, da ajuda dos outros sentidos (que ainda menos sentem ao longe) para conhecer.
Daí que a vida nos presenteie com tantas coisas, palpáveis, e não palpáveis.
Todos os sentidos são para ser desenvolvidos, durante o contacto.
Com com todo o tacto e trato possível.

Sofia Morna

Verbis

Expressis verbis, instead of ipsis verbis.
What a great idea...

Sofia Morna

Esvoaçar

Anexamos coisas demais à nossa Alma, que não lhe pertencem.
Como queremos nós que ela não pese?

Epicuro, tinhas razão quanto à nossa essência.
É leve, quase feita de vento...e precisa de muito pouco para ser feliz.

"Aos pássaros do céu não lhes falta o alimento."

Sofia Morna

Apre(e)endendo cantares de pássaros


O erro não está acima de mim,
Posso mudá-lo.
E quando o mudo,
As andorinhas voltam...

Sofia Morna

À frente, o mar

Dentro de mim, está tudo o que sou e fui. Lá à frente está tudo o que serei.


E também aí, guardarei o dia de hoje.


Sofia Morna

Silencio rico

Bibliotecas silenciosas:
Outros bosques, com outro tipo de folhas a oxigenar a vida.

Sofia Morna

sábado, 24 de abril de 2010

Destiny with capital letter, and destiny in personal life

If we knew how to guide ourselves, oh, believe me, we wouldn’t need destiny at all.

Sofia Morna

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Movere

O trabalho move a vida, ora como se a empurrasse, ora como se a instigasse, ora como se a inspirasse.
Mover, nem sempre é preciso. Mas a sensação é fantástica.
Mesmo para uma perna momentaneamente coxa.

Sofia Morna

terça-feira, 20 de abril de 2010

Queixas & deslizes

Queixumes, problemas, queixas, encontrões, mais queixas, escorregões. Palavrões?
E a resistência ao caminho, perpetua os tropeções.
Que quem escorregue, escorregue e se ria do deslizar.
Não é todo o dia que a gente patina.

Sofia Morna

Opiniões que nos dão, acerca de...nós. E laços. E nós.

Muito depende como se contam as coisas. Nunca se é isento em vida sua, juiz em causa própria...
Há recantos, em casa própria, que não estão tão iluminados...quanto aqueles que estão à Janela (e) que apanham Sol e Chuva e Lua e Madrugadas.
Apanham, expõem-se, é certo, mas sabem que existem por isso mesmo.
Pelo Sol e a Chuva e a Lua que os banham... (ou encharcam, de vez em quando.)

Sofia Morna

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Música russa, da!



Se der para ouvir tudo, vale a pena.
Viaja-se.

Sofia Morna

Anxiety and "Every cloud...has a silver lining".

Nature nurtures us, even though the flame in our heart
 is an anxious flame that does not cease to grow.

Apart from that, roses are blooming and the smell of Spring is spreading out...along with the birds' whistled allegretos.
I went to the woods, and Nature told me that I was a part of that.
 "Really?"
( Nature never lies)

"How can a burning flame fit in this serene, waterlike scenery?
Then it rained.
Cats and dogs, and animals of the sort, Why, it poured.
And the flame?
I began to fight against the water...
And they did, fight.
.
With the heat and the rain and their dance of opposition...
 Clouds were formed.
As a weird rainbow rose inside of me (in it's semi-circled way of rising...)

and told me
"Don't be scared, missy."
"Every Cloud Has a Silver Lining"
...

Minutes passed, and
My flame, and it's dancing heat inside of me, shrinked.

Now...
 it's just a stomach ache.
That is going away while my rainbow remains whispering
... his 7 magic colours to me.

Sofia Morna

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Casas e casas

Os arranha céus não são bom exemplo para ninguém. Não. Estão de topo acima do razoável, virados metalicamente para um ponto qualquer...que mais ninguém -dos mortais que os criaram- vê da altitude da rua.

...fossem eles, vejamos, como as mesquitas viradas para Meca, como as antigas igrejas com o altar-mor virado para Jerusalém e, talvez assim, a sua altura e altivez fosse justificada (afinal só se elevando se atinge o verdadeiro sentido do Oriente...)

Mas, não..seguem um ponto qualquer, a gosto do desenhador.
Cada torre, com nomes próprios, tem o seu oriente, o seu próprio foco na linha do horizonte(nunca para dentro, nem para baixo).

E não transparecem, reflectem.

As janelas espelhadas do topo espelham apenas os pássaros que julgam que vão de encontro a mais dos seus.
.... não os albergam debaixo dos telhados. Porque não os têm convencionais.

As portas?  Giram, não abrem, para que quem entre rode a seguir na saída.
...e os guardiães das portas não vivem lá, são pagos para defender essas portas girantes que mal conhecem a natureza.

Hirtos, firmes. Hirtos e firmes. Tão firmes e hirtos, a erguer-se na perpendicular que quase servem de esquadro para se saber que a linha do chão está bem traçada a 0º.

E erguem-se lentamente, mas imponentemente, acima dos pescoços arqueados, para cima (para onde seria?)... para cima das nuvens, quais soldados guardiães da cidade, feitos de andares e povoados de vida.

Torres: sinal que queremos todos chegar aos céus, nem que seja em escadas e elevadores de betão armado.


Que é feito das cabanas?
Do sol?
Do piso único que dá para o portão da frente?
Do não ter de se subir escadas para entrar em casa?
Qué feito da Vivenda Rodrigues, Ramirez, om jardim à frente e risos e vida e falatórios audíveis lá dentro?
Qué feito das janelas que dá para ver para dentro e das andorinhas debaixo do telhado?
Qué feito dos bolos a arrefecer nos para (peitos)?

Qué feito de... casa?

Sofia Morna

terça-feira, 6 de abril de 2010

Divinal

Mnemos

Quando a escrita não inspira, escrever-se sobre aquilo que nos inspira traz-nos de volta ao estado de graça.

Escrever é a melhor forma de fazer as coisas sobreviver ao momento.
Sobreviverão, será que sim? Sim, tanto quanto forem recordadas.

Sofia Morna

quarta-feira, 17 de março de 2010

Me(r)maid

The mermaid fans my face with her tail, and goes ahead (to be followed), without noticing that I'm not one of them Mer-maids.
She never does, when I'm underwater.

Mer-maid: dames de la Mer.
Ain't that something? The sea is feminine in France. And in the sea, I'm almost a lady of those waters.
.
Sofia Morna

Wondering

I wonder. If I'm passing through all this, or if it is all passing through me.
Either way, the passage is leaving me some souvenirs...and I shall keep them.
.
Sofia Morna

domingo, 14 de março de 2010

Estará longe?

Tudo se mede em termos de tempo
 na Vida
na Vida
tempo também é distância.

Sofia Morna

sexta-feira, 12 de março de 2010

Intuições

As intuições nem sempre prevêem. Das vezes que falham, vêem no futuro aquilo que está cá dentro, bem dentro.

Sofia Morna

segunda-feira, 8 de março de 2010

You know what they say

What they say and what they don't say, who cares my friend?
Just don't say what they say, and don't even think about...thinking about what they think.
That's the whole and the sole difference: not to get trapped in the net, in that special chain of possible realities.
.
Keep on your track...and *hush*, never justify a gossip with another one.
Words and thoughts are too precious to be spoiled...they exist to bring us and show us life, not to take it away.

Sofia Morna

Conscience

The only guide to our acts is Conscience. Keep calm in rough days, if it's silent.
Keep calm in rough days, even if you're sad.
The thing is: if your Conscience is silent and embracing you,
It'll pass.
It will...
The blue sadness makes the golden experience sparkle.
A nice contrast always enhances beauty.

Sofia Morna

Justice

It's funny how sometimes human justice only depends on the judge.
Lex sed lex?
Yes. We can't escape from the laws of Life.
And Life?
Is much more than human.

Sofia Morna

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sismografia

A Terra treme e nem sempre sentimos, a Terra adormece e por vezes sentimo-la acordada, agitada, de pálpebras apartadas.
Nem sempre as linhas que escrevemos são a linha do sismógrafo, que acompanha o tremer da Terra.São sim, a linha que acompanha a actividade do terreno da nossa propriedade.
Por vezes, quando a actividade da Terra e a interna se igualam, temos a segurança de estarmos empáticos com o mundo e com o seu estado...os dois, a funcionar da mesma maneira.
Sim, mas nunca saberemos é se pela mesma razão.
.
Quem diz que o Mundo (e a sua alma, a Vida) se preocupa com as mesmas coisas que nós?
A Natureza reage pelas suas próprias razões, nós? Quando crescermos, vamos reagir pelas mesmas razões das dela.
.
Sofia Morna

sábado, 27 de fevereiro de 2010

2 horas para mim

Engraçado como a vida nos apresenta pessoas, sem que lhes possamos apertar a mão e apreciar o gesto, sem que elas já estejam vivas. Presentes.
Conheci Natália Correia e John Singer Sargent, hoje.
Natália com a sua sensibilidade de chegar aos recantos com palavras e símbolos e imagens.

Natália com a sua sensibilidade feminina e masculina (muito mais para além do género, muito mais para além das vias comuns de sentir), Natália justiceira, mulher modelo.

Singer como o jovem abençoado pela arte a quem "as musas presidiram ao nascimento", Singer sereno, modesto, génio alado sem a arma que o mata (uma noção de si mesma exacerbada), mestre que se acompanha pelo o pincel e a batuta que o libertam (o amor pela arte).

Conheci-os ontem e hoje, e continuo a querer travar amizade e conhecimento... eles retribuem-me. Com o sorriso de anjos, com o sorriso de quem deixou, hoje, marcas do passado que foi.
Conheci-os... Corrijo, foram-me apresentados.
Por acaso, enquanto eu seguia os ventos da vida (que por cá estão mais serenos, com tempo e espaço para circundar e rodopiar pelos textos de um poema, cores de uma pintura).

Sofia Morna

Sol (&) tudo (solitude?)

Nenhum trabalho é totalmente solitário. Não...Talvez não seja, é?
Não, não é.

Sofia Morna

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Inspiração

Sem inspiração, não se faz nada.
Se acredito nela? Vejo-a e sinto-a comigo praticamente todos os dias.
Como? Deixo que a vida me guie.
Qualquer toque dela (da vida), e eu atenta a isso, me modifica.
E o que nao é a inspiração senão uma modificação interna instantânea?
Um insight? Um conjunto de vontades e imagens e sons e cheiros que vêm quase que já por ordem, como se soubesse perfeitamente o que nos querem dizer?
Sabem? Sim. E usam a nossa língua.

Sofia Morna

Medos e coragens

Muitas das vezes, quando temos medo...devemos aceder a ele. Não fugir, resistir e mostrar-lhe que não é assim tão grande quanto isso.
Percebê-lo, entender por que existe e se quais a razões para que ele existir.Ver o que ele nos diz: normalmente mentiras à espera de uma audiência para conseguirem tornar-se realidade.
Esperam em fila, e esperam ser ouvidas.
Que o medo mente? Muitas vezes.
Mas diz muitas verdades sobre nós.


Sofia Morna

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Paisagem

As terras têm donos, mas a paisagem não é de ninguém. Disse-o Emerson, por outras palavras.
Apreciemos a paisagem, até à linha que os nossos olhos abrangem.
Vejamos os pormenores, e apreciemos essa linha imaginária que se desenha no limite do nosso olhar. Até aí...pode-se olhar tudo.
Porque as terras não são nossas, mas a paisagem é.

Sofia Morna

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Map Mundi

I'm drawing a new Map Mundi in my head. In this Map, several countries that really don't exist, are depicted and scrupulously put in the Hemisphere their supposed to be in.
I discovered them, gave them a name, created their natives and culture and fauna and flora.

Why did you do that?
Because I found them inside of me.

So many worlds inside of us, with no name, and so many things to discover...
I've found a new island this week. It has no name yet, but it stands there -serene- in the middle of the Pacific Ocean.
.
Sofia Morna

Logos

Open your mind to possibility. Is it possible?
Now there's a question than can change the world.
Panoramic view of the world?
That? Only God. But we can sure improve ours.

Sofia Morna

In life

I'm not just a bystander. And I refuse to be a stander, too.

Sofia Morna

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma estátua de Michelangelo.

Às vezes o desejo das coisas apaga-se, não porque as coisas se apagam e se começam as esvair no mundo lá fora, do Futuro lá à frente, não porque elas perdem força, mas porque nós estamo-nos a apagar para elas. A Vontade é a verdadeira imagem da vida, a forma de cada alma se espraiar lá fora como um raio de luz, como aquele que precisamente neste momento se espraia sobre as cabeças de todos nós e as inspira, as aquece e lhes lembra que é Dia.
Somos matéria, somos. Mas a matéria, é tão mais que simples matéria!
E o desejo tão mais que desejo!
Quantas vezes o desejo não é nada mais que uma compensação do que nos falta em nós? Quantas vezes o desejo não é uma inspiração para se poder expirar?
Quantas vezes a Vontade não é Vida?
Cada desejo significa algo, e vencê-los significa entende-los e perceber, que somos e seremos sempre seres por acabar. Com vontade de crescer, se moldar e se polir.
Com poucos instrumentos lá vamos, com espelhos escassos e poucas lupas e lentes (a não ser aquelas perto das mãos que nos moldam), vamo-nos modelando...parte por parte, minuto a minuto, aprendizagem a aprendizagem.
E esse moldar não pára mais.
E as nossas mãos nunca se cansam...
E o barro sente-se feliz, abençoado, em estado de Graça, porque e quando a sua vontade é a mesma das mãos que o moldam, e a inspiração é a mesma que o raio de luz que a inspira.
Nem sempre a criação é dolorosa, nem sempre leva ao prazer, à satisfação , à elevação. Mas o desejo, o desejo está lá. A enunciação da vida, está ali, naquilo que se quer fazer...seja deixar fluir a inspiração, seja evitar moldar por uns tempos, seja deixar passar o tempo sem nada fazer.
Tudo isso é espelhado nos espelhos perto das mãos, tudo isso é sublinhado pelas lentes que aumentam as nossas partes e tudo isso é feito, porque os olhos? Não querem ver mais do que aquilo que sentem.
O que sentem agora os meus?
Benção, por ainda não estar terminada.

Sofia Morna

Pensando em sombras, mas mais na minha

E se as palavras pedem para sair, pois que saiam...
A minha sombra sozinha desenha-se naquela rua calcetada de branco, com estrelas de Anis desenhadas no chão, em paralelos pretos (quase azuis escuros). As estrelas dos inspirados, as dos marinheiros, as que guiavam pastores e capitães de navio (ou barcas frágeis, só para um) a encontrarem postos melhor, durante as suas idas e voltas constantes. Todos nós procuramos prados mais verdes, águas menos onduladas onde as gaivoras sobrevoam, porque a Terra se aproxima.
E o que faz uma sombra sozinha numa rua branca? Tenta a acompanhar o caminho, o declive ddo chão, sempre naquele pequeno espaço que lhe pertence, o do passeio. Não passeia, não. Mas então porque o faz ali? Tão ao lado da via principal? É o chão branco, como o nevado, que mais reflecte a  luz do Sol, que ela almeja, deseja, inveja.
E porque..., a minha sombra? Gosta de andar comigo a pé.

Sofia Morna

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eco & Eu

Há um eco forte, aqui nos meus vazios...como se estivesse num espaço aberto, com vida lá ao longe.
Mas no topo das montanhas.
Para lá chegar, há que subir...
Subir (?),por vezes, quando estou no espaço amplo, é ideia que, simplesmente, não me passa pela cabeça.

Mas é sempre a intenção que o futuro me guarda.

Sofia Morna

O que se sente, para além do que se vê

As casas habitadas têm muito mais graça, mais luz, movimento. Têm nomes a serem ditos entre as paredes (porta dentro, os nomes têm outra música), graças a serem trocadas, silêncios - em todas as suas variantes - a tornarem-se partilha.
Mas as abandonadas têm os seus próprios habitantes...
As inspirações, expirações, risos, conversas e ideias que por ali dançaram, foram-se embora com as pessoas...mas ainda, não se sabe como, ainda habitam ali.

Sofia Morna

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Um pouco mais de escrita para mim, sff.

Escrever é a melhor forma de nos batermos à porta, e dessa porta se abrir sem chave.
Experimentem e vejam que tudo o que sai de vocês - desde o conto de fadas, à história de suspense - não se afasta do que trazem dentro naquele dia.
Há quanto tempo isso andava aí?
Há vidas, talvez.
Quem sabe?
Deus.
E quem sabe de Deus?
Todos nós. Um pouco.
.
Sofia Mrona

Palavras são só palavras quando não as deixam ser o que são.

Tenho rios de palavras dentro de mim, e escrevo-as, ainda que muitas vezes o que sai (sim, sai, brota, foge, escapa-se) nem chegue a tocar naquilo que quero dizer.
Pego na caneta, ou saltito os dedos no teclado e elas saem, rebeldes, inspiradas e meigas (acarinham-me sempre que as escrevo) a saber para onde ir.

Para mim, o papel tem duas medidas, altura e largura. Para elas, o papel têm as medidas do mundo.
E a profundidade do Universo.

Palavras, estava com saudades de vos ver por cá.
...
Se precisarem de mim, sabem onde estou.
No caderno mais próximo de mim.
Ora, está claro.
.
Sofia Morna

Babel in-tocável

Se não me lerem, nao faz mal.
Acredito que há um sitio no mundo onde as palavras se guardam e ficam lá, como tesouros, até poderem ser encontradas.
Se gostam do que escrevo?
Porque não?
Nessa biblioteca feita de ar e de luz (a tinta das palavras) há espaço para todos.
Assim tenhamos uma mensagem para enviar ao mundo.

Ontem? Só enviei uma mera, minúscula SmS, de um pensamento fortuito que se tive ao acordar.
Guardou-se.
E está lá, na estante...à espera de tornar-se útil.

Se não se tornar...teve existência. E eu fiz uma prateleira feliz.
.
Sofia Morna

Há dias e dias.

"Um dia..." pode contar uma história do passado, ou um desejo para o futuro.
Quando será o dia?
Caramba, isto parece uma frase dos pacotes de açúcar da Nicola. Mas não é.
Sabedoria doce?
Não há conhecimento que não seja adocicado.
Benditos pacotes.
.
Sofia Morna

Estamos distraídos,

Quando o que não é mobília da casa, se torna mobilia da casa.
Esquecemo-nos do que nos deu vida, do que teve importância e...vira mobília.
Daquela que nem sequer é olhada para limpar o pó. Nem Pronto, nem pano, nem espanador lhe valem.
A atenção treina-se e o tempo? recupera-se, assim queiramos estar gratos e conscientes do que a vida
nos fez passar pela vida.
Presentes, amigos, ideias, vontades, sonhos.
Tudo isso, guardados em gavetas. Enrijecidos em arcas?
Pó.
É uma coisa triste para se acumular seja onde for.

Sofia Morna

Falta de inspiração? Expire-se e tente-se de novo.

Quando a inspiração falta, como é possivel não se voltar a inspirar... se o que nos rodeia neste preciso momento, está só às espera de ser olhado e (re)descoberto?
O que antes não existia, agora é estímulo
...bastou que o olhássemos a olhar para nós.

Sofia Morna

Pedidos especiais

Há coisas que têm de ser feitas...elas próprias pedem, ainda que nós não queiramos.

Sofia Morna

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O que pensei foi que,

When a stumbling rock turns itself into a stepping stone, the ground is no longer the destiny.

Sofia Morna

O calor deste dia, veio do que tive vontade de escrever,

What if life is not as we imagined? Well, imagination is always the starting point of something.

There, in that World, where all ideas lie (Plato); in that World made purely of words and intentions, many imagined things take form.
And when a idea, valuable and in conformity with our own dreams, is gaining form (and colour, and smell...) it wishes to become visible and "real".

Values are ideas, abstract ones, that elevate our days, and our intentions.
Hope is born (deep inside), when some ideias arise in our minds and a kind of peace is felt ... during tough times.

What are we? The ideas we have, the ideas we nurture, the ideas we foster.

The ideas we bring to life.

Imagination...the world of imagination, is much more important than we think. It is our child and our mother.
All at once.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Leaving Milwaukee.

Yes, I'm inspired.
As someone used to say: feeling inspired is breathing in - with all your lungs- the life that there is out there, and let it revive your soul.
I did that.
But, this week, I was helped...everyday, I was helped.


If the saying 'home is where the heart is' is true, I guess I rented a house in Milwaukee.
Because my heart will be here - I'm leaving today - whenever I wish to remember people that opened their their doors to me, as well as their arms.
People that showed me around, and showed me inside (the place and myself).


Guess what? I'm a pilgrim, who is finding friends and masters along my way, and walking my path (with the special ones inside my own chest. Hope chest? May be.).


This week, I learned with people that garden their life like if it was a garden that needed care and art (and knowledge)...and know how to appreciate a gift.
People that give in some many ways, that by being the best way they can, actually give without noticing they are doing so.


They showed me how possibe it is to connect to another country, in deep ways, even if the gestures and the expressions are different. And I keep those memories with me.


I saw the lake and stood there wondering if the ice is just like the ice in Portugal. I saw a concert, and music connected me to the place (and to old times where blues were a way to adapt, like Fado was in my country), I saw museums, and I saw a very special family, that showed me more than they can imagine.


"The master appears when the disciple is ready", philosophers used to say. Well and I guess they were right (not that they need me to confirm their notions).


The example I had is going to be treasured and I hope that being Milwaukee a place where 4 rivers join their waters...that my culture and this culture (two different rivers made of the same water) flow to a common sea.

Because all rivers follow the same lighthouse.

Thank you.


Sofia Morna

domingo, 17 de janeiro de 2010

Oportunidades

Por vezes, a vida dá-nos oportunidades e apresenta-nos desafios, e dá-nos opotunidades e apresenta-nos hipóteses. Dá-nos oportunidades. Ponto. Dentro dessas oportunidades estamos seguros, porque é precisamente o que teremos de aprender.
Life, in a nutshell: out there is...what's inside.

Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.