Eu digo: que trovoada mais linda (a escorrer e a rugir do céu), vista daqui, da torre vizinha da Torre de Anto. Troveja, chove, relampeja e o espaço entre o céu e a terra parece uma cascata, com efeitos luminosos incisivos e raios gigantes concentrados no alvo como setas de fogo. Pelo meio, um estremecer que faz lembrar que a Natureza, afinal, tem alma de guerreira.
Os pássaros? Protegem-se, porque com água nas asas nem eles voam. Com tanto barulho, nem a música que sai das gargantas minúsculas se ouve (o vento não as leva).
A tempestade silencia tudo...renova ideias, purifica o ar.
Sofia Morna
