quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Tempestade

Eu digo: que trovoada mais linda (a escorrer e a rugir do céu), vista daqui, da torre vizinha da Torre de Anto. Troveja, chove, relampeja e o espaço entre o céu e a terra parece uma cascata, com efeitos luminosos incisivos e raios gigantes concentrados no alvo como setas de fogo. Pelo meio, um estremecer que faz lembrar que a Natureza, afinal, tem alma de guerreira.
Os pássaros? Protegem-se, porque com água nas asas nem eles voam. Com tanto barulho, nem a música que sai das gargantas minúsculas se ouve (o vento não as leva).
A tempestade silencia tudo...renova ideias, purifica o ar.

Sofia Morna

Complexos simples

Os complexos internos tornam as situações mais dificeis. Muitas das vezes, elas não as são.
Não fossem os complexos.

Sofia Morna

Ser-se

Se vida quer assim, assim seja.
"Se fazes, és. Se não fazes, serias." (Agostinho da Silva)

Sofia Morna

Confiança

A confiança é dificil de se arranjar, mas cultiva-se.
Nas traseiras lá de casa.

Sofia Morna

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Restelo e Novos Mundos. Lusíadas, como têm razão

Não ouvir o que os Velhos do Restelo dizem. Não há Descobrimentos, sem se acreditar que há um céu limpo para além das nuvens...que cobre também Novos Mundos.
Não, estou surda.
Cega? Não sei. Mas surda estou, concerteza.
Não me cortem as asas, que eu quero voar, à minha maneira.
Nem que, para isso, salte e caia várias vezes. Nasci com asas partidas, como todos nós, mas elas concertam-se com os bons sopros da vida.
Não vou deixar de acreditar no Céu só porque... aterrei de cabeça na terra.
Ora, quem não aterrará?
E se aterrei, talvez fosse porque estava um pouco mais em cima.
Já é um começo. Será?, perguntam os velhos,
É pois.

Sofia Morna

Poder e crer.

Querer - crendo- é poder.
Ou ir podendo.
Isto é que cá uma poesia! Mas não deixa de ser um facto.
De fato bonito, vestido de organdi e caxemira, mais ainda assim, um facto.
Cantei-o rimando, porque a verdade me cantou isso ao ouvido, sem versos.
E descobri que...
As rimas dizem melhor as verdades, porque elas também são revelações a cada verso.
.
Sofia Morna

Motivare

Se motivar-nos é dificil, demo-nos a nós mesmos um motivo.
Sem exigir nada em troca.

Sofia Morna

Contra-relógio

Fazer as coisas quando há tempo, não quando tempo escasseia e temos de o sorver de uma golfada só.
O tempo é para ser saboreado, não para ser sorvido.
O relógio é para nos acompanhar, não para andarmos contra ele.
Contra-relógio? Só se não estivemos atentos às oportunidades do passado.
Bingo.

Sofia Morna.

Focus

Sentir-se focado, comprometer-se e meter-se de pés e cabeça no assunto.
É difícil? Sim, se não estivermos seguros que o assunto nos quer dizer algo.
Talvez já esteja a dizer-nos olá.

Sofia Morna

Fazer,seguir o próprio caminho

Fazer, mesmo que seja contra a opinião dos outros. Traça o próprio caminho porque, quem sabe?, os que aí vêm podem inspirar-se nele de uma forma tão funda que se reverão em nós (quando já não estivermos a respirar deste ar) e ver-nos-ão como, quem sabe?, sendo eles numa outra vida.

Sofia Morna

Trabalho

Direccionar-me para o que quero fazer, como se a minha vontade fosse o vento que se segue à seta certeira.
Hoje o meu arco vai fazer esse vento soprar. O alvo está mesmo em frente, cada vez mais próximo.
A seta, as minhas palavras, em trabalho.
Assim seja arqueira.

Sofia Morna

Aprender

Aprender a pensar, estudando.Por que não?
Até agora só treinámos a memória. Aprender é avivá-la e colori-la.

Prefiro as cores.

Sofia Morna

Liberdade

A maior liberdade do homem é estar preso às suas próprias decisões..
A minha cabeça sussurrou-me isto, hoje.

Sofia Morna

Luz,lua

A lua é nova quando está toda de escuro, porque a ideia geral que temos dela é que normalmente se veste de luz. E é quando se veste de preto que a luz se renova.

Sofia Morna

Corda

Não é por deixarmos andar que a vida anda sozinha. Tudo o que anda na nossa vida somos nós a darmo-lhes corda, ou a darmos -por um motivo ou outro- razão para que exista.

Sofia Morna

Espelhos

Há coisas que não podemos apontar nos outros, porque assim que o indicador se inclina para a frente e os outros se fecham em punho, há três dedos a olhar para nós.
Espelhos: óptima forma de nos renovarmos.

Sofia Morna

Ora.

Uma coisa simples vale mais do que uma coisa rebuscada.
Depende do que o que os nossos sentidos andam a querer escolher.

Sofia Morna

Blog

Quando leio, apetece-me escrever. Quando escrevo, há mais escrita a vir.
Daí que o blog acompanhe o meu trabalho, e a minha vida seja acompanhada pelo meu blog, e o meu trabalho me acompanhe a vida.
Não escrevo no ecrã, porque quero dar-me a conhecer. Não (...) porque quero que me leiam, mas porque acho que há palavras que devem vazar para fora. E vocês, meus cibernéticos amigos, são o "fora" do meu computador. Que eu trago dentro, como imagem. Vultos que mexem os olhos enquanto acompanham os caracteres que colo aqui, de mim.
Sofia Morna

Crescimento

O crescimento pós traumático é uma hipótese que não colocamos quando temos medo dos traumas.
Trauma, vem de ferida...mas é estranho porque é - esquisitamente, digamos - parecido com a palavra alemã para sonho.Será um uma forma de sair do outro?
Não sei, mas vou pensando.

Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.