E se as palavras pedem para sair, pois que saiam...
A minha sombra sozinha desenha-se naquela rua calcetada de branco, com estrelas de Anis desenhadas no chão, em paralelos pretos (quase azuis escuros). As estrelas dos inspirados, as dos marinheiros, as que guiavam pastores e capitães de navio (ou barcas frágeis, só para um) a encontrarem postos melhor, durante as suas idas e voltas constantes. Todos nós procuramos prados mais verdes, águas menos onduladas onde as gaivoras sobrevoam, porque a Terra se aproxima.
E o que faz uma sombra sozinha numa rua branca? Tenta a acompanhar o caminho, o declive ddo chão, sempre naquele pequeno espaço que lhe pertence, o do passeio. Não passeia, não. Mas então porque o faz ali? Tão ao lado da via principal? É o chão branco, como o nevado, que mais reflecte a luz do Sol, que ela almeja, deseja, inveja.
E porque..., a minha sombra? Gosta de andar comigo a pé.
Sofia Morna
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