domingo, 15 de agosto de 2010

Um nicho, em Viseu.


Em frente à Casa da Boneca, uma Nossa Senhora espreita por uma janela de fingir.
Porque, aposentos? Não há.
Lá para dentro da janela, o espaço não se adentra numa casa com história e compartimentos.
Apenas uma janelinha incrustada, para que Nossa Senhora veja o mundo, de um pequeno recanto.

Veja as bonecas, também elas, a olhar o mundo.

Viseu, o que escondes mais, enquanto me mostras discretamente?

Sofia Morna 

Casas Portuguesas, concerteza!


Os azulejos e as sacadas com filigrana de ferro deixam-me com um sentimento de ser portuguesa.
Ali, vivem pessoas que se acusam silenciosamente, de casa vez que penduram roupa lavada à janela, de cada vez que uma planta desaparece ou é movida misteriosamente dentro das grades.
Vê-las? Não vemos. Mas sabemos que algures dentro do vidro vivem pessoas.
Especiais, esquisitas e bem portuguesas como nós.
.
Heróis do mar, nem sempre.
Mas, sim, senhores das ruas.

Sofia Morna 

sábado, 14 de agosto de 2010

Penelope


The suitors for the hand of Penelope stand there, but she weaves, and weaves, and cares not about gentle and sweet words.
She hopes her work will give her time.
And time she was given.
.
To grow.
to believe.
To have that invisible faith that believes in the invisible.
-
Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.