segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Palavras são só palavras quando não as deixam ser o que são.

Tenho rios de palavras dentro de mim, e escrevo-as, ainda que muitas vezes o que sai (sim, sai, brota, foge, escapa-se) nem chegue a tocar naquilo que quero dizer.
Pego na caneta, ou saltito os dedos no teclado e elas saem, rebeldes, inspiradas e meigas (acarinham-me sempre que as escrevo) a saber para onde ir.

Para mim, o papel tem duas medidas, altura e largura. Para elas, o papel têm as medidas do mundo.
E a profundidade do Universo.

Palavras, estava com saudades de vos ver por cá.
...
Se precisarem de mim, sabem onde estou.
No caderno mais próximo de mim.
Ora, está claro.
.
Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.