O tempo tem uma duração externa e uma duração interna. O meu, dentro de mim, passa a passo suave mesmo quando até lhe apetecia fazer uma visita de médico. Bebo cada instante dele. Gole a gole.
A minha alma aprendeu a fazer alguns «pauses», ainda que saiba que não tem, nem pode vir a ter(graças a Deus) o telecomando das coisas. Aprendeu a saborear,a olhar para o tempo e aproveitar o que ele lhe traz -a cada tic tac- à soleira da porta.
Hoje, aprendi que a duração interna do tempo não é mais ... que a minha consciência.
Bergson tinha razão.
Sofia Morna
