domingo, 15 de agosto de 2010

Casas Portuguesas, concerteza!


Os azulejos e as sacadas com filigrana de ferro deixam-me com um sentimento de ser portuguesa.
Ali, vivem pessoas que se acusam silenciosamente, de casa vez que penduram roupa lavada à janela, de cada vez que uma planta desaparece ou é movida misteriosamente dentro das grades.
Vê-las? Não vemos. Mas sabemos que algures dentro do vidro vivem pessoas.
Especiais, esquisitas e bem portuguesas como nós.
.
Heróis do mar, nem sempre.
Mas, sim, senhores das ruas.

Sofia Morna 

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.