Os azulejos e as sacadas com filigrana de ferro deixam-me com um sentimento de ser portuguesa.
Ali, vivem pessoas que se acusam silenciosamente, de casa vez que penduram roupa lavada à janela, de cada vez que uma planta desaparece ou é movida misteriosamente dentro das grades.
Vê-las? Não vemos. Mas sabemos que algures dentro do vidro vivem pessoas.
Especiais, esquisitas e bem portuguesas como nós.
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Heróis do mar, nem sempre.
Mas, sim, senhores das ruas.
Sofia Morna

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