segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Batalha e Guerra

Os desafios sao sementes de vitória, mas não há boa vitória sem um bom guerreiro.
Perder-se a batalha tendo-se lutado adequadamente é o ganho de uma guerra muito, muito maior.

Sofia Morna

Vitórias e fracassos

Saboreemos as pequenas vitórias dos fracassos.
Nem tudo é negro, nem tudo é branco.
Tranquilizemo-nos, porque nem tudo no fracasso cai em derrocada. Há pilares que ficam de pé.

E sao esses pequenos pilares, estas pequenas vitórias, que nos levam a saborear o que realmente estava destinado para nós no fracasso. Nem tudo o que tem valor brilha à luz do dia.

Sofia Morna

domingo, 15 de agosto de 2010

Um nicho, em Viseu.


Em frente à Casa da Boneca, uma Nossa Senhora espreita por uma janela de fingir.
Porque, aposentos? Não há.
Lá para dentro da janela, o espaço não se adentra numa casa com história e compartimentos.
Apenas uma janelinha incrustada, para que Nossa Senhora veja o mundo, de um pequeno recanto.

Veja as bonecas, também elas, a olhar o mundo.

Viseu, o que escondes mais, enquanto me mostras discretamente?

Sofia Morna 

Casas Portuguesas, concerteza!


Os azulejos e as sacadas com filigrana de ferro deixam-me com um sentimento de ser portuguesa.
Ali, vivem pessoas que se acusam silenciosamente, de casa vez que penduram roupa lavada à janela, de cada vez que uma planta desaparece ou é movida misteriosamente dentro das grades.
Vê-las? Não vemos. Mas sabemos que algures dentro do vidro vivem pessoas.
Especiais, esquisitas e bem portuguesas como nós.
.
Heróis do mar, nem sempre.
Mas, sim, senhores das ruas.

Sofia Morna 

sábado, 14 de agosto de 2010

Penelope


The suitors for the hand of Penelope stand there, but she weaves, and weaves, and cares not about gentle and sweet words.
She hopes her work will give her time.
And time she was given.
.
To grow.
to believe.
To have that invisible faith that believes in the invisible.
-
Sofia Morna

quinta-feira, 29 de julho de 2010

(De) Volta à França



Hoje acordei com o cheiro de Paris, e com a França no horizonte, como se pudesse ver a Eiffel daqui da minha rua.

E ouço acordeões como se estivesse no Metro, recheiro as castanhas assadas, e vejo a Joana D'Arc banhada a ouro a iluminar uma rua,  a acenar-me dali. Como se se lembrasse que me viu com uma t-shirt J'aime Paris a olhar para ela com vontade de a ver.

Há noites em que realmente Morfeu nos leva a passear. Estive em França, de certeza, sem ter dado por ela.
Voei, e aterrei numa nuvem, hoje de manhã.
...A julgar pela leveza, devo ter aterrado.

Agora, ouço os sons que vêm de lá, dentro de mim.
Um Mimo que Morfeu me deixou, para me relembrar do presente que me deu.

Quando lá voltar, um dia, vou poder deixar de ouvir a música para me recordar.Por enquanto, contento-me e relembro com acordeões dedilhados.
Quando França me acolher outra vez, vou ouvir as músicas tocadas quase em improviso, para trazer mais memórias de uma vez. Sem medo de pesos.
Porque memórias destas?, não pesam na bagagem.
Poem asas nos pés.

Sofia Morna

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais do que este dia


Nada vale mais que este dia.

(Goethe)

E, concordando com Goethe...

"E assim não andeis inquietados pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará o seu cuidado; ao dia basta a sua própria aflição."

(Mateus, 19-21, 25-34)

O que verdadeiramente existe é este instante que me escorre pelas mãos, desliza pelo relógio de pulso a olhar sempre em frente, sem deixar que o veja.
Passa por mim como vento, enquanto tento mergulhar nele com todos os sentidos,
com toda a gratidão.

Que os segundos se alarguem, para caber o mundo.

Sofia Morna

Seguidores

Acerca de mim

A minha foto
Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.