segunda-feira, 21 de junho de 2010

Africa, até onde as nossas raízes se estendem?



Terras onde nunca pus pos pés, mas que me reanimam como se as minhas raízes estivessem lá.
Acordo com os cheiros que nunca senti na memória e sei que, algures, Africa já me disse muito. 
Hoje, só sinto (não lembro, no verdadeiro sentido de lembrar) os vestígios dessas conversas, sinto que souberam a pouco.
Hoje, há só saudades de um passado sonhado com África.
Amanhã, um regresso.
Que somos nós, viajantes, sem planos?
Que o mapa mundi se torne nosso. Pelo menos em esperança.

Sofia Morna

De que raça é você

"De que raça é você?"
"A minha raça sou eu mesmo"

Mia Couto, em "Cada homem é uma raça"

Tempo brando

Quando leio, abraço cada segundo que passa por mim.
Quando escrevo, páro o tempo.

Como? Se não se páram os rios?
No fundo do mar, o tempo não chega.


Sofia Morna

domingo, 20 de junho de 2010

Projection

Strangers, serve as a mirror.
See them, and you're depicting yourself (somewhere) in that vision.

Sofia Morna

Synchronicity

What is happening in this precise moment on the bottom of the Pacific?

Sofia Morna

In the desert

Illusions are, sometimes, oasis. Other times they are sand storms.
Yet, we won't drink from the oasis lake, nor will be swept away by the storms...

"They are not real", another traveller would say.
"Just...surreal."
"Even this desert you think you are in, is not real"
"But they all - oasis desert and storm - reflect what you need and fear."

"Go ahead, imagine and see yourself. But don't take too long, nor contemplate for years"

"The desert is a nice way to reach your heart, but you won't survive if you stay all your life in it. Every human needs the taste of water, the green colour of the purifying trees, the sound of birds...and the moving force of the wind."

Well, it is said, now.
Where are you heading?

Sofia Morna

Benefício da dúvida

Imaginamos as pessoas a partir do que conhecemos.
E damos-lhes características, traços, formas própriasde reagir a várias situações. 
Fazemos prognósticos do que elas dirão e regozijamo-nos com a nossa capacidade de as conhecer (conhecer?) quando elas cumprem as nossas previsões...
...afinal, sabemos como funcionam...
Mas, meus amigos, não imaginamos o que as pessoas não mostram: tudo o que têm dentro e podem trazer para fora. Tudo o que têm de bom -quase divino- e que o tempo de convivência com elas não deixa que se torne visível aos nossos olhos.
Não imaginamos o que as pessoas não contam.

E não contam...tanto!

Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.