A Terra treme e nem sempre sentimos, a Terra adormece e por vezes sentimo-la acordada, agitada, de pálpebras apartadas.
Nem sempre as linhas que escrevemos são a linha do sismógrafo, que acompanha o tremer da Terra.São sim, a linha que acompanha a actividade do terreno da nossa propriedade.
Por vezes, quando a actividade da Terra e a interna se igualam, temos a segurança de estarmos empáticos com o mundo e com o seu estado...os dois, a funcionar da mesma maneira.
Sim, mas nunca saberemos é se pela mesma razão.
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Quem diz que o Mundo (e a sua alma, a Vida) se preocupa com as mesmas coisas que nós?
A Natureza reage pelas suas próprias razões, nós? Quando crescermos, vamos reagir pelas mesmas razões das dela.
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Sofia Morna
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
2 horas para mim
Engraçado como a vida nos apresenta pessoas, sem que lhes possamos apertar a mão e apreciar o gesto, sem que elas já estejam vivas. Presentes.
Conheci Natália Correia e John Singer Sargent, hoje.
Natália com a sua sensibilidade de chegar aos recantos com palavras e símbolos e imagens.
Natália com a sua sensibilidade feminina e masculina (muito mais para além do género, muito mais para além das vias comuns de sentir), Natália justiceira, mulher modelo.
Singer como o jovem abençoado pela arte a quem "as musas presidiram ao nascimento", Singer sereno, modesto, génio alado sem a arma que o mata (uma noção de si mesma exacerbada), mestre que se acompanha pelo o pincel e a batuta que o libertam (o amor pela arte).
Conheci-os ontem e hoje, e continuo a querer travar amizade e conhecimento... eles retribuem-me. Com o sorriso de anjos, com o sorriso de quem deixou, hoje, marcas do passado que foi.
Conheci-os... Corrijo, foram-me apresentados.
Por acaso, enquanto eu seguia os ventos da vida (que por cá estão mais serenos, com tempo e espaço para circundar e rodopiar pelos textos de um poema, cores de uma pintura).
Sofia Morna
Conheci Natália Correia e John Singer Sargent, hoje.
Natália com a sua sensibilidade de chegar aos recantos com palavras e símbolos e imagens.
Natália com a sua sensibilidade feminina e masculina (muito mais para além do género, muito mais para além das vias comuns de sentir), Natália justiceira, mulher modelo.
Singer como o jovem abençoado pela arte a quem "as musas presidiram ao nascimento", Singer sereno, modesto, génio alado sem a arma que o mata (uma noção de si mesma exacerbada), mestre que se acompanha pelo o pincel e a batuta que o libertam (o amor pela arte).
Conheci-os ontem e hoje, e continuo a querer travar amizade e conhecimento... eles retribuem-me. Com o sorriso de anjos, com o sorriso de quem deixou, hoje, marcas do passado que foi.
Conheci-os... Corrijo, foram-me apresentados.
Por acaso, enquanto eu seguia os ventos da vida (que por cá estão mais serenos, com tempo e espaço para circundar e rodopiar pelos textos de um poema, cores de uma pintura).
Sofia Morna
Sol (&) tudo (solitude?)
Nenhum trabalho é totalmente solitário. Não...Talvez não seja, é?
Não, não é.
Sofia Morna
Não, não é.
Sofia Morna
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Inspiração
Sem inspiração, não se faz nada.
Se acredito nela? Vejo-a e sinto-a comigo praticamente todos os dias.
Como? Deixo que a vida me guie.
Qualquer toque dela (da vida), e eu atenta a isso, me modifica.
E o que nao é a inspiração senão uma modificação interna instantânea?
Um insight? Um conjunto de vontades e imagens e sons e cheiros que vêm quase que já por ordem, como se soubesse perfeitamente o que nos querem dizer?
Sabem? Sim. E usam a nossa língua.
Sofia Morna
Se acredito nela? Vejo-a e sinto-a comigo praticamente todos os dias.
Como? Deixo que a vida me guie.
Qualquer toque dela (da vida), e eu atenta a isso, me modifica.
E o que nao é a inspiração senão uma modificação interna instantânea?
Um insight? Um conjunto de vontades e imagens e sons e cheiros que vêm quase que já por ordem, como se soubesse perfeitamente o que nos querem dizer?
Sabem? Sim. E usam a nossa língua.
Sofia Morna
Medos e coragens
Muitas das vezes, quando temos medo...devemos aceder a ele. Não fugir, resistir e mostrar-lhe que não é assim tão grande quanto isso.
Percebê-lo, entender por que existe e se quais a razões para que ele existir.Ver o que ele nos diz: normalmente mentiras à espera de uma audiência para conseguirem tornar-se realidade.
Esperam em fila, e esperam ser ouvidas.
Que o medo mente? Muitas vezes.
Mas diz muitas verdades sobre nós.
Sofia Morna
Percebê-lo, entender por que existe e se quais a razões para que ele existir.Ver o que ele nos diz: normalmente mentiras à espera de uma audiência para conseguirem tornar-se realidade.
Esperam em fila, e esperam ser ouvidas.
Que o medo mente? Muitas vezes.
Mas diz muitas verdades sobre nós.
Sofia Morna
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Paisagem
As terras têm donos, mas a paisagem não é de ninguém. Disse-o Emerson, por outras palavras.
Apreciemos a paisagem, até à linha que os nossos olhos abrangem.
Vejamos os pormenores, e apreciemos essa linha imaginária que se desenha no limite do nosso olhar. Até aí...pode-se olhar tudo.
Porque as terras não são nossas, mas a paisagem é.
Sofia Morna
Apreciemos a paisagem, até à linha que os nossos olhos abrangem.
Vejamos os pormenores, e apreciemos essa linha imaginária que se desenha no limite do nosso olhar. Até aí...pode-se olhar tudo.
Porque as terras não são nossas, mas a paisagem é.
Sofia Morna
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Map Mundi
I'm drawing a new Map Mundi in my head. In this Map, several countries that really don't exist, are depicted and scrupulously put in the Hemisphere their supposed to be in.
I discovered them, gave them a name, created their natives and culture and fauna and flora.
Why did you do that?
Because I found them inside of me.
So many worlds inside of us, with no name, and so many things to discover...
I've found a new island this week. It has no name yet, but it stands there -serene- in the middle of the Pacific Ocean.
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Sofia Morna
I discovered them, gave them a name, created their natives and culture and fauna and flora.
Why did you do that?
Because I found them inside of me.
So many worlds inside of us, with no name, and so many things to discover...
I've found a new island this week. It has no name yet, but it stands there -serene- in the middle of the Pacific Ocean.
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Sofia Morna
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