segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Um pouco mais de escrita para mim, sff.

Escrever é a melhor forma de nos batermos à porta, e dessa porta se abrir sem chave.
Experimentem e vejam que tudo o que sai de vocês - desde o conto de fadas, à história de suspense - não se afasta do que trazem dentro naquele dia.
Há quanto tempo isso andava aí?
Há vidas, talvez.
Quem sabe?
Deus.
E quem sabe de Deus?
Todos nós. Um pouco.
.
Sofia Mrona

Palavras são só palavras quando não as deixam ser o que são.

Tenho rios de palavras dentro de mim, e escrevo-as, ainda que muitas vezes o que sai (sim, sai, brota, foge, escapa-se) nem chegue a tocar naquilo que quero dizer.
Pego na caneta, ou saltito os dedos no teclado e elas saem, rebeldes, inspiradas e meigas (acarinham-me sempre que as escrevo) a saber para onde ir.

Para mim, o papel tem duas medidas, altura e largura. Para elas, o papel têm as medidas do mundo.
E a profundidade do Universo.

Palavras, estava com saudades de vos ver por cá.
...
Se precisarem de mim, sabem onde estou.
No caderno mais próximo de mim.
Ora, está claro.
.
Sofia Morna

Babel in-tocável

Se não me lerem, nao faz mal.
Acredito que há um sitio no mundo onde as palavras se guardam e ficam lá, como tesouros, até poderem ser encontradas.
Se gostam do que escrevo?
Porque não?
Nessa biblioteca feita de ar e de luz (a tinta das palavras) há espaço para todos.
Assim tenhamos uma mensagem para enviar ao mundo.

Ontem? Só enviei uma mera, minúscula SmS, de um pensamento fortuito que se tive ao acordar.
Guardou-se.
E está lá, na estante...à espera de tornar-se útil.

Se não se tornar...teve existência. E eu fiz uma prateleira feliz.
.
Sofia Morna

Há dias e dias.

"Um dia..." pode contar uma história do passado, ou um desejo para o futuro.
Quando será o dia?
Caramba, isto parece uma frase dos pacotes de açúcar da Nicola. Mas não é.
Sabedoria doce?
Não há conhecimento que não seja adocicado.
Benditos pacotes.
.
Sofia Morna

Estamos distraídos,

Quando o que não é mobília da casa, se torna mobilia da casa.
Esquecemo-nos do que nos deu vida, do que teve importância e...vira mobília.
Daquela que nem sequer é olhada para limpar o pó. Nem Pronto, nem pano, nem espanador lhe valem.
A atenção treina-se e o tempo? recupera-se, assim queiramos estar gratos e conscientes do que a vida
nos fez passar pela vida.
Presentes, amigos, ideias, vontades, sonhos.
Tudo isso, guardados em gavetas. Enrijecidos em arcas?
Pó.
É uma coisa triste para se acumular seja onde for.

Sofia Morna

Falta de inspiração? Expire-se e tente-se de novo.

Quando a inspiração falta, como é possivel não se voltar a inspirar... se o que nos rodeia neste preciso momento, está só às espera de ser olhado e (re)descoberto?
O que antes não existia, agora é estímulo
...bastou que o olhássemos a olhar para nós.

Sofia Morna

Pedidos especiais

Há coisas que têm de ser feitas...elas próprias pedem, ainda que nós não queiramos.

Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.