segunda-feira, 21 de junho de 2010

Africa, até onde as nossas raízes se estendem?



Terras onde nunca pus pos pés, mas que me reanimam como se as minhas raízes estivessem lá.
Acordo com os cheiros que nunca senti na memória e sei que, algures, Africa já me disse muito. 
Hoje, só sinto (não lembro, no verdadeiro sentido de lembrar) os vestígios dessas conversas, sinto que souberam a pouco.
Hoje, há só saudades de um passado sonhado com África.
Amanhã, um regresso.
Que somos nós, viajantes, sem planos?
Que o mapa mundi se torne nosso. Pelo menos em esperança.

Sofia Morna

3 comentários:

  1. "Out of the night that covers me,
    Black as the pit from pole to pole,
    I thank whatever gods may be
    For my unconquerable soul.

    In the fell clutch of circumstance
    I have not winced nor cried aloud.
    Under the bludgeonings of chance
    My head is bloody, but unbowed.

    Beyond this place of wrath and tears
    Looms but the Horror of the shade,
    And yet the menace of the years
    Finds and shall find me unafraid.

    It matters not how strait the gate,
    How charged with punishments the scroll,
    I am the master of my fate:
    I am the captain of my soul."

    (William Ernest Henley)

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  2. Viajantes somos nós desde tempos imemoriais. Percorremos longas planícies, secos desertos, densas florestas, profundos bosques, gélidas montanhas; por terra, por mar e pelo ar. Cheiros, sons ou algo mais exaltam os nosso sentidos e eles recordam-se de outros tempos e de outros «trajes». Reminiscências percorrem os nossos corpos e um sentimento de nostalgia invade-nos. Hoje vemos, amanhã recordamo-nos.

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  3. "Hoje, vemos. amanhã, recordamo-nos". E a nossa alma fica, cada vez mais "unconquerable" ao ver-se a si mesma e ao maravilhar-se com a vida.

    Um profundo obrigada pelos comentários:).

    SM.

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.