terça-feira, 12 de julho de 2011

Niveis e subniveis.


Senti, fui fundo e quase que entrei na camera interna onde estao todos os meus segredos dourados... com po em cima.

Vi nas paredes as figuras meias humanas e coloridas que desenhei na minha Pre-Historia e...surpreendi-me. O que ja valorizei, o que quis, a minha propria invencao da roda estavam nas paredes com traco mais ou menos definido e brilhavam como se fossem sagrados. Brilhavam com o meu brilho dos olhos.

As armas que usei e que ja poisei no chao...os animais, os sentimentos puros que me fascinaram estavam todos la. Bem ou mal desenhados, estavam la.

Ja vivi tanto desde ai e cada figura, cada uma delas continua a ser tao importante como no dia em que a tinta estava fresca. Fui ao fundo do meu coracao, para ver o que ele me dizia. E ele nao mo disse: mostrou-mo.

Sussurra-me todos os dias para ser eu mesma, mas eu esqueco-me a cada vez. Mesmo que as minhas memorias estejam todas inscritas nas paredes de mim.

Sofia Morna

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Maria Jane

Ha emails e cartas que nos aquecem a alma. Nao podemos responder logo, porque por vezes a nossa cabeca navega por mares estranhos, mas ha coisas que nos vem cair ao regaco, para nos lembrar que a vida e uma autentica fonte de coisas. Boas, por vezes, ma's.... quando nos faz falta pensar sobre as coisas. Hoje recebi um email numa noite que nao me aqueceu a alma.

Acerca do dia...talvez precise de pensar sobre as coisas, quem sabe?
Talvez precise de bater mais com a cabeca...ate ela se abrir a novas possibilidades.

O que eu sei agora e que cabeca e estomago devem estar unidos...porque ambos estao as voltas... a espera de uma resolucao qualquer que um comprimido para a azia nao ajuda.
Mas o email ajudou.

Sofia Morna

domingo, 26 de junho de 2011

Coracao e caneta. Ou sera cabeca?

Se ha coisas que acalmam...uma delas e meter os pensamentos em papel. Ou num ecra branco. Bem, em qualquer coisa em que vejamos que o preto da caneta foi desenhado por nos...
Hoje preciso de escrever.

1. Porque nao me estou a ver muito bem e preciso que o preto da caneta me relembre algumas coisas.
2. Porque a minha dor de cabeca nao me deixa trabalhar (ou talvez a minha dor de cabeca exista porque nao quero trabalhar).
3. Porque nao estou confortavel com as palavras que me vao no coracao.

Coracao e cabeca, em mim, sao dois estrangeiros a tentar perguntar a direccao para um sitio qualquer que eu nao sei onde e. Um aponta, o outro tenta entender mas nao chegam la...Provavelmente porque o sitio de vez em quando e La em Cima.
Preciso do divino como de agua para beber. De sentir que qualquer coisa e sagrada na minha vida...se nao divinamente sagrada...humanamente sagrada.
Eu... vi algo de Divino (especial) hoje, mas nao estive a altura da visao. Meditei perto de um lago lindissimo, senti um arrepio de pertencer ali, senti a America a pulsar-me debaixo dos meus pes.
Sai do parque a sentir que o solo me sustentava...nao que eu o pisava. E agora, em casa, estou a pisar-me a mim...porque a inspiracao voou com o corvo que passou a minha frente antes de chegar a casa. Uma ave sabia levou-me a sabedoria que vislumbrei por minutos:

"Tudo passa...e nada, excepto a vida e as oportunidades que ela nos da, e assim tao importante."

Agora, estou a planear abracar a pessoa que quer partilhar a vida comigo. Para ver se o meu coracao volta a pulsar mais a minha maneira.

Sofia Morna

Miss Marques

Ha pessoas que nao esquecemos. Mesmo que se mudem, sei la, para a Suecia...nao da para esquecer. Mesmo que ja nao escrevamos cartas cheias de palavroes (para testar como e ser-se de lingua afiada) e mesmo que ja nao hajam idas ao TAGV de Coimbra...nao me esqueco. Benvinda ao meu blog, Joana! Estou bem e respondo-te ao teu mail assim que consiga libertar a cabeca de ideias... Dificil, mas assim que abra o coracao, escrevo-te o mail mais confessado do mundo.

Estou a aprender muito! E...a saber mais de mim.
Espero ler-te mais umas quantas vezes! Ate... mais infinito?

Catia

Cordeiros

Ha situacoes em que nos vemos como vitimas e depois vemos que fomos nos os carrascos...completamente cegos para a nossa carrasquice, queixamo-nos e vestimos a pele de cordeiro que sentimos verdadeiramente como nossa.

A projeccao e uma coisa linda.
Hajam olhos para ve-la.

Hoje, fui carrasco travestido de cordeiro.
E pedi perdao, depois de ver que nao tenho de ser nem lobo nem ovelha.

Sofia Morna

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pescar alguma coisa

Como os pescadores, nem sempre deitamos as nossas redes as aguas e trazemos qualquer coisa de valioso para nos. As vezes vem lixo, outras vem pedras, outras...seres que ja nao vivem.
Mas enquanto estamos nas aguas, ou enquanto tecemos as nossas redes de pescar, imaginamos as aguas cheias de peixe, cheias de ostras com perolas dentro ou mesmo outro tipo de tesouros...E maravilhamo-nos com o que a nossa mente intui que a agua nos trara.

No entanto, os peixes e tesouros nao vem a superficie, e as ostras com perolas requerem mais que redes de pesca para serem apanhadas...

Vendo isto, os pescadores aprenderam:
Por perolas? Mergulha-se. Por peixe, aguarda-se com paciencia.

Toda a beleza envolve profundidade, e alimentar a alma...requer paciencia.
Pescadores, todos somos. E muito da vida esta em aprender a ler as aguas, tal como os bons pescadores fazem.

Catia

sábado, 2 de abril de 2011

Poesia

Disseram-me que a poesia antecedeu a prosa. Que os antigos acreditavam que as ideias eram mais bem expressas em verso, porque assim a composição era inspirada pelas Musas. Bem, não sei escrever bem poesia, mas tento lê-la o melhor que posso.
Porque as metáforas e as comparações são os instrumentos que a alma usa para exprimir o que não se consegue exprimir em palavras. Porque há coisas que estão para além das palavras...e que falam uma língua própria que náo é a língua do mundo.
Só a poesia chega à língua dos Céus.

Sofia Morna

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Agora é que me lixaram...vou ali e já venho.