Ha situacoes em que nos vemos como vitimas e depois vemos que fomos nos os carrascos...completamente cegos para a nossa carrasquice, queixamo-nos e vestimos a pele de cordeiro que sentimos verdadeiramente como nossa.
A projeccao e uma coisa linda.
Hajam olhos para ve-la.
Hoje, fui carrasco travestido de cordeiro.
E pedi perdao, depois de ver que nao tenho de ser nem lobo nem ovelha.
Sofia Morna
domingo, 26 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Pescar alguma coisa
Como os pescadores, nem sempre deitamos as nossas redes as aguas e trazemos qualquer coisa de valioso para nos. As vezes vem lixo, outras vem pedras, outras...seres que ja nao vivem.
Mas enquanto estamos nas aguas, ou enquanto tecemos as nossas redes de pescar, imaginamos as aguas cheias de peixe, cheias de ostras com perolas dentro ou mesmo outro tipo de tesouros...E maravilhamo-nos com o que a nossa mente intui que a agua nos trara.
No entanto, os peixes e tesouros nao vem a superficie, e as ostras com perolas requerem mais que redes de pesca para serem apanhadas...
Vendo isto, os pescadores aprenderam:
Vendo isto, os pescadores aprenderam:
Por perolas? Mergulha-se. Por peixe, aguarda-se com paciencia.
Toda a beleza envolve profundidade, e alimentar a alma...requer paciencia.
Pescadores, todos somos. E muito da vida esta em aprender a ler as aguas, tal como os bons pescadores fazem.
Catia
sábado, 2 de abril de 2011
Poesia
Disseram-me que a poesia antecedeu a prosa. Que os antigos acreditavam que as ideias eram mais bem expressas em verso, porque assim a composição era inspirada pelas Musas. Bem, não sei escrever bem poesia, mas tento lê-la o melhor que posso.
Porque as metáforas e as comparações são os instrumentos que a alma usa para exprimir o que não se consegue exprimir em palavras. Porque há coisas que estão para além das palavras...e que falam uma língua própria que náo é a língua do mundo.
Só a poesia chega à língua dos Céus.
Sofia Morna
Porque as metáforas e as comparações são os instrumentos que a alma usa para exprimir o que não se consegue exprimir em palavras. Porque há coisas que estão para além das palavras...e que falam uma língua própria que náo é a língua do mundo.
Só a poesia chega à língua dos Céus.
Sofia Morna
Coração
E cada vez que me descentro e olho para fora...a escrita vem, jorra, como se o coração quisesse agradecer por eu o ter deixado à larga.
Está a desfazer-se em obrigados hoje.
Sofia Morna
Está a desfazer-se em obrigados hoje.
Sofia Morna
Mindfulness
O espaço infimo de um segundo expandiu-se com a minha inspiração. E naveguei por esse segundo como se todo o espaço do Céu estivesse à minha disposição. A atenção aumenta tudo o que foca. A mim? Abriu-me as portas do Tempo.
E um segundo, pela primeira vez, nao foi sentido como água a fugir pelas mãos.
Mas sim como rio onde naveguei.
Catia
E um segundo, pela primeira vez, nao foi sentido como água a fugir pelas mãos.
Mas sim como rio onde naveguei.
Catia
Obrigada, nos dois sentidos
O dever foi a benção que hoje Deus me deu.
...há obrigações que nos trazem mais a nós.
Aqui estou. E gosto.
Cátia
...há obrigações que nos trazem mais a nós.
Aqui estou. E gosto.
Cátia
Sensibilidade
Há sensibilidades para tudo. Ha quem chore com o toar de uma guitarra, quem fique arrepiado pelo tom dos tambores, quem se inspire com a batalha, quem deixe de acreditar no mundo por ela existir.
Sei que tenho sensibilidade minha, própria, dada por Deus num toque de magia quando eu nasci. Como Adao e Deus no tecto da Capela Sistina......o toque do dedo de Deus cria....Dá... E a mim? Deu-me tudo o que tenho.
A cada livro, a cada conversa, a cada dia...ela expande-se. Que seja para longe de mim.
Que a força gravitica do nosso Eu com feridas por vezes é muita.
Mas a alma da coisa é virarmo-nos para onde a vida passa.
Sofia Morna
Sei que tenho sensibilidade minha, própria, dada por Deus num toque de magia quando eu nasci. Como Adao e Deus no tecto da Capela Sistina......o toque do dedo de Deus cria....Dá... E a mim? Deu-me tudo o que tenho.
A cada livro, a cada conversa, a cada dia...ela expande-se. Que seja para longe de mim.
Que a força gravitica do nosso Eu com feridas por vezes é muita.
Mas a alma da coisa é virarmo-nos para onde a vida passa.
Sofia Morna
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